Desregulamentação Espontânea

Em um número crescente de setores, plataformas inovadoras contornam regulamentações que oneram as empresas estabelecidas e restringem sua capacidade de competir.
As regulamentações atuais podem ser excessivas ou obsoletas, protegendo os consumidores contra riscos. Nessa situação, a justificativa para o respeito às regras se torna enfraquecida. Outro fator é a lentidão das autoridades em atualizar as regulamentações, deixando as empresas estabelecidas sujeitas a regras que as entrantes evitam.
As empresas estabelecidas têm quatro opções estratégicas disponíveis:
Opção 1 – Consulte seu advogado: podem entrar com ações judiciais para tentar garantir o cumprimento das leis vigentes;
Opção 2 – Adote aspectos do novo modelo: podem adotar aspectos do modelo da nova entrante;
Opção 3 – Explore seus pontos fortes: buscar maneiras de alavancar seus pontos fortes;
Opção 4 – Curve-se ao inevitável: como último recurso, as empresas estabelecidas podem não ter outra escolha senão encerrar suas atividades.
Embora as empresas estabelecidas muitas vezes se sintam tentadas a acusar as empresas baseadas em plataformas de práticas desleais, não há dúvida de que essas plataformas vieram para ficar — e crescer. As inovações tecnológicas permitem que softwares executem tarefas cada vez mais complexas, e as plataformas que conectam prestadores de serviços a clientes estão bem-posicionadas para superar as empresas tradicionais. Para sobreviver, as empresas estabelecidas em setores vulneráveis às plataformas de software devem adotar ferramentas modernas, mas também explorar seus pontos fortes. De muitas maneiras, o Uber e o Airbnb conquistaram consumidores que estavam desiludidos com os serviços prestados por táxis e redes hoteleiras. Com trabalho persistente e visão de futuro, outras empresas estabelecidas podem evitar perda semelhante de clientes.
Texto inspirado em artigo de Benjamin Edelman e Damien Geraldin – publicado pela Harvard Business Review Press em “On Platforms and Ecosystems”, de 2021.
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OKR – Objetivo e Resultados-chave

Trata-se de um processo que vem sendo largamente utilizado por grandes corporações para definições e monitoramento das estratégias.
Assim como no processo de planejamento através do conceito do BSC (Balanced Scorecard), a opção OKR (Objective and Key Results) aponta para o desdobramento dos Objetivos significativos em todos os níveis da organização. Os Resultados-chave devem ser específicos e com prazo determinado, sem área cinzenta:
Objetivo:
Um objetivo é simplesmente O QUE deve ser alcançado, nem mais nem menos. Por definição, os objetivos são significativos, concretos, orientados para a ação e inspiradores.
Quando adequadamente projetados e implantados, eles são uma vacina contra o pensamento e a execução confusas.
Resultados-chave:
avaliar e monitorar COMO chegamos aos objetivos. Os KR eficazes são específicos e limitados no tempo, agressivos, mas realistas. Acima de tudo, são mensuráveis e verificáveis, ou seja, para que seja um resultado chave deve ter um número.
Você atende aos requisitos de um resultado chave ou não; não há zona cinzenta, não há espaço para dúvidas. Ao final do período designado, normalmente um quadrimestre, declaramos o resultados-chave cumprido ou não. Quando um objetivo pode ser de longo prazo, prorrogado por um ano ou mais, os principais resultados evoluem à medida que o trabalho avança.
Cinco lições do modelo OKR:
- Menos é mais (processo enxuto);
- Definir metas de baixo para cima (seguindo Visão da organização);
- Sem autoritarismo;
- A regra é a flexibilidade;
- Ouse falhar.
A metodologia de OKR é baseada em 5 regras básicas e práticas:
Regra 1 – Concentração e comprometimento com as prioridades;
Regra 2 – Alinhamento e conexão com o trabalho em equipe;
Regra 3 – Monitoramento constante;
Regra 4 – Desafiar algo surpreendente;
Regra 5 – Trabalhar com 3 a 5 OKRs cada quadrimestre.
Para a escolha do modelo OKR em planejamento estratégico, seria ideal que a organização possua um ambiente saudável para desenvolvimento desta prática – difícil de ser implantado, mas perfeitamente possível:
– Impecável honestidade intelectual;
– Desapego ao interesse próprio;
– Profunda lealdade ao trabalho em equipe.
Venho usando os conceitos de OKR em alguns processos de planejamento estratégico, complementando o que já conhecia e trabalhava, graças ao enorme conhecimento explicitado pelo John Doerr em seu ótimo “Measure What Matters”.
Procure-me para implementarmos esse consagrado processo de planejamento em sua organização: jovian@strategia.srv.br
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