Planejar e Fazer Acontecer

Revendo alguns conceitos incorporados há cerca de 15 anos, a partir de várias leituras sobre estratégia corporativa e pessoal, posso afirmar que o fundamento do aprendizado sobre o tema é o definitivo interesse de Planejar e Fazer Acontecer.
Nada melhor que um balanço de 15 anos para avaliar se conceitos foram incorporados e utilizados adequadamente. Raramente na vida se atinge 100% de desempenho em alguma área – vale para o trabalho, o laser, as emoções e para o amor. Também não cheguei perto dos 100%, de aprendizado sobre este “riquíssimo” tema.
Vale comprovar que os conceitos básicos sobre como lidar com objetivos de vida e finanças pessoais são os mesmos princípios que empresários e empreendedores usam para lidar com a administração de suas empresas: planejamento e vontade genuína de fazer acontecer.
Se um empreendedor ou uma alma brasileira, como diria o ilustre escritor baiano João Ubaldo, tiver enorme vontade de fazer acontecer sem se acompanhar de planejamento, certamente conseguirá, porém com resultados limitados, como é o caso de pessoas de sucesso temporário – algo muito frequente em nosso paraíso tropical. Por outro lado, sujeitos com elevada capacidade de planejar mas sem de vontade de fazer acontecer, não sairão do lugar.
Planejar requer inteligência, conhecimento e tempo. Não é um ato isolado de pensar – também requer esforço e transpiração. Fazer acontecer depende do coração, do envolvimento com o objetivo e principalmente da vontade de arregaçar as mangas e trabalhar.
O interessante desta breve reflexão é que ambos – planejamento e fazer acontecer são atitudes que podem ser incorporadas, desenvolvidas e aprendidas. Sim, incautos leitores, planejar a vida, a família e a empresa, pode ser desenvolvido com leituras, “causos” ou experiências de outros. Podem ser atitudes incutidas em nossas mentes por repetição e aprendizado, como tabuada por exemplo.
Me despeço esperando encontrá-los para juntos planejarmos e fazer acontecer o seu futuro.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca de geração de valor para a organização e para a sociedade.
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Ganhe sempre mais em Negociações Estratégicas
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Administrar uma organização não é um trabalho fácil para o empresário. Exige conhecimento do mercado, visão estratégica, capacidade em manter uma equipe realizadora e muitas outras habilidades para atingir os melhores resultados e de maneira sustentável. Diversos temas devem ser cuidadosamente analisados e revistos a todo momento e um deles é a técnica de negociação estratégica com fornecedores e clientes.
A técnica de negociação empregada para o relacionamento com fornecedores e clientes deve ser resultado da posição estratégica da empresa e não de comportamentos ou características pessoais dos responsáveis por estas importantes atividades. Uma boa negociação com os fornecedores pode resultar em importante ganho competitivo no momento de se definir o valor de venda das mercadorias, assim como a postura do vendedor ou da maneira de vender online pode representar margens mais elevadas e consistentes.
Veja também o Vídeo: Ganhe sempre mais em Negociações Estratégicas
Negociação com fornecedores
Uma empresa como a Toyota, que possui uma marca de extrema confiabilidade no mercado automobilístico, não deve se basear imediatamente no preço para a escolha de seus fornecedores. A negociação passa por rigorosas condições de qualidade de produtos e prazos de entrega, além da capacidade em inovação constante em engenharia. A negociação não é uma barganha de preços, como ocorre com a Jocar Auto Peças, no mercado de reposição, no mesmo setor automobilístico.
Portanto, sugiro, enfaticamente, que não use peças da Jocar em seu veículo Toyota – as peças não combinam, pois as estratégias são contraditórias entre as duas empresas.
Use sua criatividade e esqueça a barganha
Técnicas de negociação com clientes
O mesmo raciocínio da extensão estratégica se aplica nas técnicas de negociação com clientes.
A negociação não pode ser um processo conflituoso, envolvendo comunicação inadequada ou divergências de interesses e posições. É fundamental preparar bem o negociador ou o vendedor da empresa, mesmo quando se trabalha com franquias. Identificar as aptidões e competências para o cargo e investir em treinamento é a recomendação básica e que funciona.
O atendimento da rede de lojas de cosméticos Boticário, por exemplo, é exemplar – vendedoras maquiadas e com excelente conhecimento da linha de produtos conseguem conquistar metas de vendas e de resultados estabelecidas pela direção. Do outro lado, a rede de cafeterias Casa do Pão de Queijo, simplesmente não possui técnica de negociação no atendimento de clientes, dependendo do comportamento pessoal dos funcionários, resultando em unidades desorganizadas, com imagem desgastada e de resultados não sustentáveis para a organização.
Como “Chegar ao Sim”
Negociar acordos num mundo em constantes transformações, onde pessoas das mais diferentes áreas e com diferentes interesses interagem, é uma qualidade que pode melhorar ainda mais com o uso de técnicas e objetivando que a negociação “Chegue ao Sim”.
A Strategia oferece o Curso “Guia de Negociações” para responsáveis por resultados, por unidades de negócios ou áreas funcionais, além daqueles que coordenam processos de implementação de estratégias em suas organizações.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em negociações estratégicas, com experiência no desenvolvimento de planejamentos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e negociações entre empresas, fornecedores e seus clientes – sempre na busca de geração de valor para a organização e a para a sociedade.
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O que não é medido não pode ser gerenciado
Vídeo inicial de uma série que apresenta dicas práticas para implantação de um Sistema de Indicadores de Desempenho nas organizações.
O primeiro tema: “O que não é medido não pode ser gerenciado”, procura demonstrar que sem indicadores uma organização não consegue alcançar seus objetivos. Uma empresa deve se assemelhar às vidas das pessoas, quando mensuramos nossa temperatura e pressão arterial, as organizações também precisam medir onde sentem dor, ou seja, utilizar INDICADORES! O interesse em desenvolver um Sistema de Indicadores de Desempenho valoriza a companhia, pois explicita o conhecimento e consequentemente o Capital Intelectual. A estruturação de Indicadores de Desempenho, baseado em seus fatores críticos de sucesso colaboram definitivamente para organizações atingirem suas Visões de Futuro objetivas.
Conheça o Curso Indicadores de Desempenho
Implantação de um Sistema de Indicadores de Desempenho

O QUE NÃO É MEDIDO NÃO É GERENCIADO
Este importante conceito do estatístico William Deming revela a necessidade de medir processos ou atividades em uma empresa ou em nossa vida pessoal.
Sem indicadores uma organização não consegue alcançar seus objetivos, muito menos melhorar seus processos – resultando em um ambiente de desencontros e desordem.
Ainda nos dias de hoje, apesar da incrível evolução da tecnologia da informação, existem empresas que não usam mensurações em seu sistema de gestão – seja por receio de se exporem, por falta de entendimento do tema ou até por se acharem os melhores no que fazem.
Porque implementar um sistema de Indicadores de Desempenho
Um sistema de indicadores de desempenho colabora definitivamente para mensurar os resultados, para análises comparativas, para controlar e melhorar os processos – sendo utilizado nas tomadas de decisões conscientes.
Assim como acontece com a pessoa física, a pessoa jurídica precisa medir sua “pressão sanguínea” e a temperatura corporal frequentemente. As organizações precisam de algum mecanismo que as façam “sentir dor” – precisam de “Indica-DORES” e não “indica-SAÚDE”.
A implantação de um sistema de medições também desenvolve o capital intelectual da instituição, pois com base em dados a empresa alcança o conhecimento através da transformação em informações e indicadores, gerando consequentemente inteligência no ambiente organizacional.
Meta SMARTT
Todo indicador deve ser acompanhado de sua Meta, assim como toda goiabada cascão deveria ser acompanhada de queijo mineiro.
Utilizando o acrônimo universal, toda meta tem que ser SMARTT, ou seja, Specífica, Mensurável, Atingível, Realista e com Tempo ou prazo de validade. Por minha conta adicionei um segundo T – com objetivo de analisar previamente uma possível tolerância da meta definida.
As metas devem ser suficientemente desafiantes, porém, não podem ser estabelecidas para desanimar a todos antes do trabalho começar. São definidas para serem atingidas e devem ser consideradas no Sistema de Avaliação de Desempenho das áreas ou departamentos e das pessoas de uma corporação.
KPI – Indicadores chave de desempenho ou performance
É um mito considerar que todas as mensurações de performance sejam KPIs. Existem dois grandes grupos de medições nas organizações:
- Indicadores de resultado: medem combinação de atividades e não colaboram no gerenciamento de problemas específicos;
- Indicadores de desempenho: medem atividade específica e revelam clareza sobre a responsabilidade de uma pessoa ou de uma equipe em alguma atividade.
O consultor inglês David Parmenter, que se auto proclama “The King of KPIs”, indica, com muita experiência e propriedade, existirem quatro tipos de indicadores e que deveriam seguir a regra “10 – 80 – 10”, ou seja, toda organização deveria possuir cerca de 10 Indicadores Chave de Resultado, 80 Indicadores de Desempenho e de Resultado e outros 10 Indicadores Chave de Desempenho.
Embora seja relativamente fácil produzir uma lista de indicadores de desempenho, é difícil identificar os KPIs, particularmente quando se deve escolher menos de 10 indicadores de uma organização inteira. Encontrar KPIs apropriados é como descascar as camadas de uma cebola para chegar ao seu núcleo.
Monitoramento através de um painel de bordo ou Dashboard
Reproduzindo a excelente imagem do nosso principal guru da gestão, Professor Vicente Falconi: “Você já imaginou um jogo de futebol sem placar? Você vai ao jogo, vê um monte de gente correr para lá e para cá. Algumas vezes a bola entra na rede, as pessoas pulam para comemorar, mas não existe um registro do que aconteceu ali. Depois todo mundo volta para casa. Nada é medido. Você acha que haveria paixão pelo futebol? O placar de uma partida funciona com o mesmo princípio da gestão à vista, algo que defendo como o ideal para todas as empresas.”
Somente reiterando o conceito do Prof. Falconi – “só ganha o jogo quem acompanha o placar”, ou seja, quanto mais visível, transparente e preciso for o painel de bordo, mais facilmente a instituição alcançará seus objetivos.
Visão de futuro e indicadores estratégicos
A visão de futuro de uma organização, normalmente um sonho filosófico e que só é usada para enfeitar as paredes dos escritórios, deveria ser definida exatamente como um Indicador acompanhado de sua Meta.
Esta Visão de Futuro ou “Macro Meta”, deve ser estabelecida de maneira precisa e sempre como uma Meta SMART – ou seja, depois de vencida deveria ser alterada para busca de novos desafios.
Deixo aqui registrado o exemplo de uma Visão de Futuro exemplar, definida em 2011: Sabesp 300% – 100% de água tratada, 100% de esgoto coletado e 100% de esgoto tratado até final de 2018 – em todas as cidades do Estado de São Paulo onde a Sabesp possui convênio.
Finalizo este post com o preciso conceito do Papa Michael Porter, sobre a diferença entre uma empresa operacional e outra estratégica: “Eficácia operacional significa desempenhar atividades semelhantes melhor que concorrentes. Refere-se a práticas que permitem que uma empresa utilize melhor seus processos. Em contraste, o posicionamento estratégico significa realizar diferentes atividades que os concorrentes ou realizar atividades semelhantes, porém, de maneiras diferentes.”
Portanto a implantação de um Sistema de Indicadores de Desempenho em uma instituição poderá levá-la tanto para a eficácia operacional quanto para um posicionamento estratégico diferenciado.
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Acompanhe a série de vídeos sobre Indicadores de Desempenho
O que não é medido não pode ser gerenciado – Indicadores de Desempenho
Como Criar uma Meta Smartt – Indicadores de Desempenho
Visão de Futuro – Indicadores de Desempenho
KPIs – Indicadores de Desempenho
A Importância do Dashboard
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência na implantação de sistemas de indicadores de desempenho, no desenvolvimento e execução de planos estratégicos e na melhoria dos processos do negócio – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade.
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Gerenciamento do Desempenho Organizacional

Gerenciar o desempenho organizacional é uma das práticas mais tradicionais da administração, embora nunca deixará de ser atual tratar sobre a sua importância e evolução. Mesmo assim é comum, embora pouco saudável, empresas não mensurarem ou medirem erroneamente seu desempenho, o que reflete diretamente no resultado final do negócio.
O Gerenciamento do Desempenho Organizacional objetiva mensurar, de forma objetiva, a influência das definições estratégicas da missão e visão da companhia, além dos esforços ou atividades para a efetividade de suas ações.
O desenvolvimento de bons indicadores de desempenho exige priorização, maturação e capacitação técnica, permitindo que a empresa consiga identificar quais são seus problemas, aperfeiçoe seus processos, aumente a eficiência entre as áreas e unidades, auxilie na tomada de decisão, impulsione vendas, reduza custos e defina prioridades.
A gestão de desempenho serve ainda como um feedback importante do processo de gestão de pessoas, visando alinhamento dos colaboradores da empresa. Sabemos que a motivação do colaborador está associada à sua capacidade de produtividade e desempenho e isto está totalmente relacionado com o conhecimento explícito da estratégia da corporação.
A finalidade principal da mensuração de performance é extrair das informações o seu mais amplo significado, as informações qualitativas e quantitativas que se pode obter por meio dos indicadores – desenvolvendo, consequentemente, o conhecimento e o poder da instituição.
Para que o Gerenciamento de Desempenho Organizacional seja a força estimuladora para as melhorias necessários da organização, ele deve ser implementado com entendimento no que está sendo feito, compreendido por todos e para isso acontecer, exige uma consultoria confiável e com profunda compreensão do tema.
Para ajudar no Gerenciamento do Desempenho de sua empresa, convoque, com convicção, a Strategia Gestão Empresarial.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em estratégia e planejamento, com experiência no desenvolvimento e execução de planos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e implantação de sistemas de indicadores de desempenho – sempre na busca da geração de valor para a organização e para a sociedade.
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Não desperdice oportunidades utilizando a Negociação Estratégica

Os conflitos empresariais acontecem em todos os setores e a qualquer instante e por isso, os desafios mais comuns do dia a dia exigem um profissional bem preparado. Para alcançar o sucesso é preciso contar com uma pessoas que possuam habilidades para lidar com conflitos e que estejam capacitadas a controlar essas situações em um momento crítico como em uma negociação.
Técnicas de Negociação
No ambiente corporativo, quase sempre o profissional está negociando, na maioria das vezes sem perceber, e aí que mora o perigo, pois é pouco provável que dessa forma atinja o resultado desejado. Toda empresa precisa de bons negociadores, principalmente, quando pretende ser competitiva no mercado.
Além disso, por se tratar de um envolvimento entre duas pessoas, no momento da negociação pode se sobressair posições pessoais e a relação se tornar emotiva, quando na verdade deveria estar baseada em um entendimento assertivo, ético e profissional.
Com o devido conhecimento das técnicas e práticas competentes, o negociador será capaz de direcionar o acordo de forma estratégica e planejada, expondo seus interesses, expectativas, vantagens, benefícios, pontos mal esclarecidos, desconfianças e esquecer a barganha – sendo, principalmente, criativo, racional, ter foco em resultado, buscar o acordo entre as partes e revelar sincero interesse pelo outro.
Quando em uma negociação ambas as partes saem satisfeitas é possível criar parcerias duradouras: cria-se, assim, uma fidelização entre empresas, clientes, fornecedores e o resultado é a satisfação e a valorização de todos.
É por estes motivos que o conhecimento especializado em negociação tem importância fundamental no mundo empresarial – não desperdice oportunidades por falta de conhecimento na arte de negociar.
Conheça o Curso Guia de Negociações da Strategia.
Autor – João Orlando Vian
Especializado em negociações estratégicas, com experiência no desenvolvimento de planejamentos estratégicos, melhoria dos processos do negócio e negociações entre empresas, fornecedores e seus clientes – sempre na busca de geração de valor para a organização e a para a sociedade.
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